Posted by: fragmentos in: ● 30.07.2009
no discurso amoroso, é aconselhável a descoberta gradual. os segredos e a consciência de não saber se fazem necessários. e degustamos juntos nossos sorvetes de sabores favoritos e cada novidade sobre o outro. cativando aos pouquinhos. são como quizes de internet: vamos apertando “próximo” para saber onde estamos nos metendo, mas já imaginando qual será [...]
Posted by: fragmentos in: ● 17.07.2009
é fisiológico. quando o sujeito aproxima-se do objeto amado, estímulos são modificados desencadeando corridas taquicardíacas. essa é causa a alteração da percepção de tempo quando estou com você. no discurso amoroso, a valsa dos ponteiros dos relógios marca compasso com as batidas do coração. o ritmo recusa a cronologia linear, fragmenta a dimensão psicológica e [...]
Posted by: fragmentos in: ● 03.07.2009
cartas de amor são uma mídia obsoleta. talvez conheça poucas pessoas. ou talvez as pessoas que eu conheça não sejam tão amorosas assim. mas não conheço quem, hoje em dia, ainda escreva cartas de amor. a querência pelo instantâneo e a efemeridade dos proto-relacionamentos substituiram as correspondências que demoram a chegar e precisam de interlocutores [...]
Posted by: fragmentos in: ● 25.06.2009
não me ajeito com livros de tragédia nem filmes sangrentos. essas tempestades já se fazem presentes em gc’s de telejornais e manchetes da banca. gosto de ler e escrever sobre amenidades. gosto também de cheiro de maresia, de vestir roupa que acabou de ser passada, de balançar na rede, de café recém-passado, dar uma estraladinha [...]
Posted by: fragmentos in: ● 18.06.2009
a primeira vez que lembro tê-la visto já era amanhã. estava vendo o sol nascer na praia. estava em florianópolis. com meus amigos. e ela era amiga de uma amiga. não lembro de onde veio, eu estava levemente embriagado, mas gosto de pensar que foi do mar. marina é a que vem do mar. nos [...]
Posted by: fragmentos in: ● 05.06.2009
não temos pressa. não procuramos simetria nas nossas vidas tortas. estamos de folga dos suspiros ofegantes. das cartas desesperadas. e dos telefonemas a meia-noite. não esperamos respostas para os sms’s sem perguntas. não falamos alto. não pedimos atenção. não trocamos flores, elogios e bem-me-queres. degustamos o tempo em seus compassos. não pulamos as vírgulas. os [...]
Posted by: fragmentos in: ● 28.05.2009
composição: de origem latina, derivada do verbo expectáre, significa esperar, desejar, ter esperança. filha da imaginação, expectativa é uma forma de sobreviver ao cotidiano criando realidades ideais de futuro. são da natureza de cronópios, incontroláveis que vivem da poética dos detalhes. posologia e modo de usar: a expectativa oriunda de processos amorosos deve ser utilizada [...]
Posted by: fragmentos in: ● 21.05.2009
nas histórias de amor é sempre querível, porém nem sempre possível, estar feliz todo o tempo. às vezes brigamos por coisas bobas e sem motivo. às vezes o xampu cai no olho e faz chorar. às vezes enfrentamos tempestades e a chuva escorre nossas vontades pelo meio fio. quando estamos bem no meio do caminho [...]
Posted by: fragmentos in: ● 14.05.2009
dizem os antropólogos e estudiosos da filematologia que os efeitos anestésicos do beijo têm suas origens nos hormônios. no discurso amoroso há uma outra teoria. o beijo quase nunca é apenas um beijo. é passaporte. lábios e calores, centímetro a centímetro, aproximam-se formando encaixes perfeitos. cria universo. e nesse instante-lugar, o mundo se desfaz. o [...]
Posted by: fragmentos in: ● 08.05.2009
no discurso romântico são feitos vilões. mas, na realidade, são anti-heróis. bons corações que se perderam pelo cotidiano e chegaram depois. maldito seja esse músculo que não se norteia por bússolas ou se guia por satélites! e acabamos nos apaixonando por corações já conquistados (não encontro explicações por que amamos e queremos ser amados por [...]
fragmentos dos leitores