verbete:
no discurso amoroso, é como aquele jazz:
não segue as notas. é feito de encontros ao acaso. de espontaneidades dissonantes. de apertos de mãos. todo assim, meio desejeitadinho e corrido. as claves e semínimas anotadas em guardanapos parecem cair da mesa. mas com o tempo e algumas afinidades, não é preciso mais ler partituras. porque a gente não consegue esquecer. aí, as notas dançam entrando no compasso e o mundo parece um lugar mais confortável para se estar.
ilustração: marina faria
texto: tiago yonamine
verbete da próxima semana: outra pessoa.
2 | Rebiscoito
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eu quero uma partitura pra aprender e não esquecer mais :(
quero um mundo mais confortável, tá ruim do jeito que tá.
comofas/
ps. qdo eu era pequena, minha vó me deu uma caixinha de música com uma bailarininha, super parecida com essa (L)
5 | Juliana Alexandrino
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A parte mais legal da música é exatamente essa: quando a gente não precisa mais ler a partitura. Ah, se todo relacionamento fosse assim, né?
Beijo
fragmentos dos leitores